quarta-feira, 4 de maio de 2011

TDAH E A BUSCA DE CONFLITOS



Inconscientemente indivíduos com TDAH buscam conflitos nas interações humanas como uma maneira de estimular o próprio córtex pré-frontal. Eles não se dão conta que fazem isso, mas quem está ao redor percebe! O córtex pré-frontal hipoativo anseia por mais atividade. Provocar confusão é uma maneira de auto-estimulação pré-frontal! Muitas crianças se envolvem em brincadeiras irritantes sem se dar conta do mal-estar que causam nas outras pessoas.
Outra maneira de auto-estimulação em indivíduos com TDAH é preocupar-se com problemas ou se concentrar neles. Isso produz cortisol que ativa o cérebro. Esse comportamento "incomodativo" deveria ser o foco de qualquer terapia adjuvante no tratamento desses pacientes. Em suma, fique atento para pessoas que são muito raivosas, criam tumultos emocionais e focalizam aspectos negativos das coisas. Pode ser uma maneira viciante de estimular os seus cérebros hipoativos! A propósito, um dos transtornos comórbidos com TDAH é justamente o transtorno de oposição e desafio, bastante prevalente nessa população. Agora entendemos melhor os motivos cerebrais e neuroquímicos envolvidos!

OBS: Nesta situação o Metilfenidato me ajudou muito ! (Fernando Vasserstein)

www.neuronios-saudemental.blogspot.com

segunda-feira, 2 de maio de 2011

TDAH: A DIFÍCIL ARTE DE MANTER / FAZER AMIGOS E NAMORADAS !


Sincericídio é um neologismo que, segundo alguns, resulta da junção das palavras 'sinceridade' e 'homicídio', indicando o ato de matar alguém, moral e psicologicamente, por um excesso de sinceridade. Para outros, no entanto, sincericídio seria uma junção de 'sinceridade' com 'suicídio', insinuando que aquele que faz tal prática também colhe os frutos podres do excesso cometido, numa espécie de suicídio social. Sendo assim, qualquer que seja a vertente explanatória da nova palavra, sincericídio está ligado a uma falta de bom senso, uma invasão da individualidade alheia, um excesso na emissão de julgamentos sobre o outro, frequentemente resultante da ausência de filtros racionais de escolha das palavras. Como já dizia a metáfora neotestamentária, a língua é semelhante a uma faísca, que tem o poder de incendiar toda uma plantação.

O TDAH é bem difundido por suas três características principais: desatenção, hiperatividade e impulsividade. O que pouco se discute, todavia, é que a terceira delas, a impulsividade, mais comum em homens que nas mulheres, está intimamente ligada à principal qualidade e também defeito de um portador de TDAH. TDAs costumam ser conhecidos por sua sinceridade. Não que isso seja sempre visto como uma vantagem. Ao contrário, as pessoas que convivem com TDAs, família, colegas de trabalho e amigos, tendem a se acostumar com os apimentados comentários acerca de sua aparência, defeitos ou desvantagens. São frase do tipo: “seu cabelo é sempre tão bagunçado!”, “você se veste tão mal!”, “você precisa cuidar desses culotes!”, “que mal cheiro! Acabou o desodorante lá no mercado?”, etc.

A maioria das pessoas, tentam levar o amigo ou familiar sincericida na esportiva, como se seus comentários fossem uma tentativa mal sucedida de criar humor. Muitos desses TDAs passam a ser 'conhecidos' por essas suas péssimas piadas. E o pior, eles mesmos não percebem o quanto podem magoar ou prejudicar seus entes queridos através de sua 'inocente' sinceridade.

O fato é que se uma pessoa pratica o sincericídio por causa do TDAH, ela realmente não deve perceber que faz algo ruim com as pessoas que vitima. O TDA sincericida, no papel de pai, destrói a auto-estima de seus filhos e, no papel de professor, pode causar o rebaixamento cognitivo dos alunos com mais dificuldade. Portanto, se você vive ao lado de uma pessoa assim, lembre-se que o primeiro passo, é retirar das cenas de sincericídio, qualquer vestígio de humor. Converse com a pessoa, alerte para a gravidade dos comentários que ela faz e para as consequências provocadas para quem sofre o comentário e para ela mesma, que perde a estima dos outros.

No portador do TDAH, o sincericídio deve ser causado pela impulsividade associada à baixa atividade do córtex pré-frontal, causando evidente prejuízo na funções executivas como a inibição de comportamentos indesejáveis, como o sincericídio e o consumismo. Portanto, embora as medicações psico-estimulantes, sejam bastante eficazes na reativação do córtex pré-frontal, apresentando evidente aumento das funções executivas, também é muito importante que, seja via terapia cognitivo-comportamental, ou pela diálogo, o portador do TDAH seja conscientizado por seus convíveres, sempre que cometer sincericídio, numa constante tarefa de imposição e restabelecimento de limites para seus atos.

Um abraço a todos e bom trabalho no combate ao sincericídio!

OBS: Nesta situação o Metilfenidato me ajudou muito ! (Fernando Vasserstein)

Professor Sean Mardem

Bullying e TDAH

O bullying ou, em termos mais nacionais, o assédio moral, é a prática de ações, preconceituosas ou discriminatórias, de um indivíduo ou grupo, em situação de vantagem, sobre um outro indivíduo, a vítima. Tais práticas causam evidentes prejuízos, nos âmbitos psicológico, social e físico. Há diversos anos esse tipo de abuso vem sendo denunciado, principalmente nas escolas norte-americanas. No Brasil, a discussão ainda é tímida, a despeito de reportagens em veículos de grande circulação.

O que se propõe aqui é uma reflexão um pouco mais adiantada em relação ao TDAH – Transtorno de Déficit de Atenção e/ou Hiperatividade – e a prática de bullying. O portador do TDAH, em sua versão combinada, a que reuni os sintomas do déficit de atenção aos sintomas da hiperatividade, como a impulsividade e a agressividade, mostra-se muitas vezes, especialmente quando parte de um contexto familiar de repressão e castração psicológica, por conta do desconhecimento do transtorno e de posturas intolerantes, um indivíduo propenso a hiper-reações com sinais de cólera, rancor e violência.

Não se propõe aqui que o portador de TDAH seja uma pessoa violenta, mas que a impulsividade, regada por um contexto familiar inadequado, além de traumas e rotulações resultantes dos tradicionais mecanismos escolares de exclusão dos diferentes, podem criar o terreno perfeito para o desenvolvimento de uma personalidade autoritária e violenta. Assim, haveria alguma relação entre o TDAH não tratado, entre tal terreno psíquico resultante e algumas práticas de bullying, agora em voga?

Este questionamento aponta para a necessidade premente de mais estudos ligados ao TDAH e para a importância inegável da divulgação do conhecimento deste transtorno entre professores e pais de alunos. O diagnóstico precoce representa, assim, não apenas a chance de uma futuro melhor e mais digno para milhões de brasileiros, mas a possibilidade de que as hoje vítimas deste transtorno devolvam o descaso plantado pela sociedade na forma de prejuízos outros para ela mesma.

Professor Sean Mardem

sábado, 30 de abril de 2011

EM UM MUNDO MELHOR (Heavnen)


Um filme dramático que explora a ruptura nas relações familiares e afetivas. O filme tem como cenário duas realidades opostas. Conectadas pelo médico sueco Anton, que vive entre a Dinamarca (no meio a um processo de divórcio) e um campo de refugiados na África aonde tenta salvar meninas esfaqueadas e violentadas pela facção criminosa dominante. Anton, como bom médico, não julga as pessoas que atende - não lhe cabe fazer justiça. Quando Anton volta pra casa, vê seu filho Elias as voltas como vítima de bully, hostilizado por sua origem Sueca e sotaque estrangeiro. Cristian, seu novo colega que veio de Londres, traumatizado e com impulsos violentos por causa da morte de sua mãe, dá uma lição no valentão da escola, tornando-se assim amigo de Elias. E daí por diante a relação entre os dois meninos se torna a engrenagem dramática de “Em um Mundo Melhor”
Elias e o novo amigo Cristian se vingaram do bully do colégio de forma agressiva. Dizer que violência só gera violência não basta, e posar de bom moço que dá a outra face também não adianta. As crianças estão decididas a consumar, também em outros aspectos do seu dia a dia, essa descoberta satisfação de revidar.
Elias vê em Cristian o exemplo de coragem que não vê no pai, já que Anton quer apagar os horrores vividos na África adota em casa uma postura tolerante e conciliadora, simplesmente não reage quando apanha de um sujeito na frente dos filhos, humilhando-se na tentativa de impor o diálogo sobre a violência.
Como Susanne Bier nunca foi uma diretora de meias palavras, perdoa-se o seu exagero quase irresponsável de comparar a realidade cruel de um fim de mundo africano com as questões rotineiras dos belos loiros suecos e dinamarqueses. O que torna Em um Mundo Melhor insuportável (para os europeus) não são as cenas na África, mas a tentativa constante de enxergar em tudo aquilo que se move na Europa sintomas das doenças gerais da humanidade.
Fernando Vasserstein

quinta-feira, 28 de abril de 2011

PROTEJA SEUS FILHOS !

Infelizmente acho que a solução do problema ainda está longe do fim, pois teriam de ser aprovadas leis para que as escolas possam legalmente coibir o bullyimg sem que sofram uma avalanche de processos indenizatórios e criminais! Lembra dos casos de pedofilia dos padres? Somente após séculos o problema começou a gerar comoção publica e processos. Mas só nos EUA isso teve uma resposta a altura. E quanto a violência contra a mulher? Até agora a lei maria da penha tem funcionado de maneira precária, pois apesar da lei, mulheres ainda correm perigo de vida, pois as penas são brandas e os agressores acabam saindo da cadeia! Estes temas, não são polemicos à toa, pois afetam milhares de pessoas no mundo! Devemos expor, criar blogs, debater e contar nossas experiências sobre este assunto!
Pois as soluções definitivas ainda estão longe! Os pais e os alunos precisam reagir agora, seja politicamente correta ou não! Alguma coisa precisa ser feita !
Se eu tivesse filhos sofrendo bullying eu iria tomar providências ! Eu iria intimidar e até usar de violência se necessário com o pais dos agressores! Se meu filho volta da escola com o o olho roxo, como consequência o pai do agressor vai chegar em casa com o nariz quebrado e uns dentes a menos. Mas tem de ter coragem, ser forte e ter grande instinto protetor! Tem de estar preperado para as consequencias! tem de pesar os prós e contras !

Fernando Vasserstein
28/04/11

domingo, 24 de abril de 2011

ÓTIMA CENA DE VINGANÇA COMTRA BULLYING !

No filme “Lembranças” é retratado um caso. Caroline Hawkins sofre bullying na escola por possuir um enorme talento, uma enorme aptidão artística e por ser um pouco deslocada. Bullying pra mim é INVEJA. Se você tem um dom, é arriscado sofrer bullyng, que vem de pessoas desprovidas desse mesmo, e, por isso, aderem ao tal pensamento: Se eu não tenho, ninguém tem!
Então seu irmão vai na sala de aula e faz o que deveria fazer... Eu faria o mesmo ou pior: Iria praticar bullying contra o pai da garota agressora... 

Fernando Vasserstein

COMO CLINT EASTWOOD LIDAVA COM VALENTÕES !

Inimigos fazem parte da lista de obstáculos de um homem ao longo da vida. E não espere que seus desafetos vão falar bem de você quando tiverem a chance de se manifestar. Não se contorça na cadeira dizendo que cultivar desafetos é um péssimo caminho. É um caminho inevitável, seu frouxo! O mundo é uma selva e, ao contrário das estradas e ruas da sua cidade, não vem com sinalização. Pisar e ser pisado são ônus da rota. Aguente o tranco de frente.
“Na época do colégio eu era mais alto do que a maioria das crianças. Em segundo, estávamos sempre nos mudando. Redding. Sacramento. Pacific Palisades. De volta à Redding. Sacramento. Até Hayward. Niles. Oakland. Então estávamos sempre na estrada e eu sempre era o garoto novo na escola. Os valentões sempre pensavam, “chegou esse grandão mal-encarado, vamos derrubar ele”. Sabe como as crianças são. Temos que testá-lo. Eu era um garoto introvertido. Mas muito da minha infância foi gasto socando esses valentões !
Vivemos em uma geração maricas agora, onde todo mundo se acostumou a dizer, “Bem, como lidamos com isso psicologicamente?”. Naqueles dias, você simplesmente socava quem fosse e aguentava. Mesmo se fosse mais velho e pudesse te dar uma surra, pelo menos você seria respeitado por revidar, e te deixariam em paz. hehehe...
Não sei se consigo dizer exatamente quando a geração maricas começou. Talvez quando as pessoas começaram a se perguntar sobre o significado da vida...

Clint Eastwood